A crise no mercado de trabalho está forçando muitas pessoas a reexaminar as decisões tomadas no passado em relação a suas carreiras. O problema com muitos de nós é que, no passado, entregamos toda a nossa energia pessoal ás empresas para as quais trabalhamos em troca de segurança e, hoje concluímos que isso não passou de ilusão. Estávamos dispostos a fazer qualquer coisa para agradar nossos gestores de modo que não precisássemos passar pela dura experiência de ficar sem emprego. Falávamos o que eles queriam que falássemos, agíamos como queriam que agíssemos, vestíamos-nos de acordo com normas impostas e, nesse processo, perdemos a noção de quem éramos. Perdemos também, a capacidade de cuidar de nossas próprias vidas.

Entramos em pânico e em desespero não apenas porque perdemos o emprego, porque podemos perdê-lo ou porque o desprezamos, mas também porque, atualmente, nos sentimos impotentes para proteger e ajudar a nós mesmos.

Fazemos perguntas tais quais: ” Como é possível manter o meu emprego?” ou ” Como ficar satisfeito no emprego que tenho?”. Mas talvez seja necessário  primeiro fazer perguntas mais amplas: ” Como ter minha independência financeira e energia voltar?” , ” Como ficar satisfeito comigo mesmo e ter certeza de que, o que quer que venha a acontecer, serei capaz de cuidar de mim e da minha família?”.

Os desafios e sofrimentos enfrentados por empresas e pessoas atualmente, embora difíceis, oferecem uma tremenda oportunidade de mudança e crescimento construtivos. A dor é um sinal positivo. Significa que as coisas não estavam funcionando e que as empresas e os indivíduos precisam evoluir e adaptar-se.

Embora os benefícios para os indivíduos possam não ser imediatamente evidentes, a longo prazo muitas pessoas serão premiadas pela experiência de trabalhar em um ambiente instável ou pela experiência de perder seu emprego. Muitas voltarão mais fortes do que nunca, com maior controle sobre suas carreiras e vidas. Terão todo um conjunto de valores que serão mais úteis para elas mesmas e também para os outros. Finalmente, haverá um renascimento do espírito empreendedor, tanto dentro quanto fora das grandes empresas e organizações. E a desenvolver um relacionamento totalmente novo com as empresas e organizações para as quais trabalhamos um relacionamento baseado em autonomia e independência e não mais paternalismo e dependência.

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