O que eu farei se perder meu emprego? Mesmo que isto não aconteça, serei capaz de  manter minha sanidade e minha auto-estima? O que fazer quando não dá mais para aguentar o fato de levantar da cama para ir trabalhar? Estas perguntas assombram uma nova geração de trabalhadores cujas vidas estão sendo viradas de cabeça para baixo por uma economia turbulenta e por mudanças rápidas e constantes no ambiente de trabalho.

Estas perguntas, é claro, não são novidades. Elas simplesmente estão sendo levantadas em um ambiente novo, onde a urgência de respostas é maior. A segurança no emprego sempre foi motivo de preocupação, mesmo nos bons tempos. A diferença hoje é que ela é primordial na cabeça da maioria das pessoas que trabalham e um luxo do passado para muitos trabalhadores que recentemente ficaram desempregados.

A insatisfação profissional também não é um tema novo. Mesmo durante o boom dos anos 80, as pessoas costumavam questionar se as promessas reluzentes oferecidas pelo sistema coporativo valiam o sacrifício. Um pesquisa citada por Patterson e Kim em The day America Told the Truth ( O dia que a America Falou a Verdade), revelou que 90% das pessoas estavam insatisfeitas com o trabalho que realizavam. Os trabalhadores hoje estão se sujeitando a sacrifícios ainda maiores e são poucas as esperanças, quando existem.

À medida que aumenta a preocupação com a economia, muitas empresas e organizações parecem estar demonstrando menos interesse pelas pessoas que trabalham para elas. A desumanização do espaço de trabalho cresce a olhos vistos em uma época na qual mais do que nunca é necessária uma administração humana, para o bem do indivíduo, da empresa  e da economia nacional. A insatisfação no trabalho sempre resulta em perda de produtividade. Quando as empresas deixam de satisfazer as necessidades dos trabalhadores, estes passam a demonstrar pouco ou nenhum desejo de satisfazer as necessidades da empresa. Quando a vasta maioria da massa trabalhadora está insatisfeita com seu trabalho, vivendo com medo e ansiedade em relação ao futuro, as implicações econômicas são incertas para todos.

As implicações sociais de tal insatisfação profissional e medo tão disseminados também de  têm amplo alcance. A insatisfação no trabalho está tendo efeito dramático na qualidade de  vida das pessoas e nas suas  perspectivas para o futuro. Não causa nenhuma surpresa o fato de o uso dos programas de assistência a empregados ter explodido, já que os indivíduos estão tentando solucionar problemas resultantes de perda de emprego , medo do emprego e/ou todo o distúrbio causado pela maneira como eles são tratados no emprego atual.

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