Um dos paradoxos é que os gerentes de cúpula estão lutando mais do que nunca para alterar a cultura de suas organizações, para dar mais ênfase à “parte humana” no trabalho, para enfocar mais os processos de trabalho em vez de apenas os resultados. Eles estão enfrentando a nova realidade que dita que a principal maneira de financeiros obter margem competitiva hoje em dia é realizar um pouco melhor a tarefa de empregar os recursos humanos. A maioria das empresas atualmente tem acesso aos mesmos recursos, tecnologias e informações, o que significa que as “pessoas” são o fator de diferenciação.
No entanto, a insatisfação do trabalhador com o seu trabalho nunca esteve tão alta. Por que? Parte do problema é que os gerentes de cúpula querem mudanças imediatas; eles não compreendem o que está envolvido no processo de fazer as pessoas pensarem e agirem diferentemente. Inconscientemente, os gerentes de cúpula enviam mensagens conflitantes, a toda hora, a seus colaboradores.
Por exemplo, eles querem seu pessoal fortalecido; querem que as pessoas tomem mais decisões em toda a organização. Esquecem que esses mesmos colaboradores há anos vêm sendo condicionados a fazer apenas o que lhes mandam, a ficar de boca fechada e a não colocar em risco a ordem ou a harmonia da empresa. É por isso que, no mercado de trabalho atual, muitos colaboradores relutam em assumir a autoridade que a cúpula administrativa agora lhes concede. Ou eles não sabem como tomar boas decisões porque nunca tiveram essa oportunidade no passado não têm experiência, portanto ou não querem tomá-las porque percebem que o risco é muito alto.
Outro exemplo é o movimento na direção de equipes de trabalho auto-dirigidas. Durante anos, as empresas recompensavam as pessoas por seu esforço individual de trabalho. A política salarial e os sistemas de análise de desempenho na verdade encorajavam as pessoas a competir agressivamente. Agora os gerentes de cúpula querem que as pessoas andem em linha, abram mão da aspiração de tornar-se “estrelas da empresa” e abracem o conceito de equipe. Embora o sistema de análise da organização possa ainda jogar um contra o outro, a cúpula quer que as pessoas andem juntas e trabalhem em equipe.
Estes conceitos de fortalecimento dos empregados e de equipes de trabalho auto-dirigidas estão alterando radicalmente o mercado. Eles estão redefinindo o mercado na América. Potencialmente, estes conceitos têm muito para oferecer aos trabalhadores e ás empresas e, há muito, já deveriam ter sido adotados. Frequentemente, porém, observamos que sua implementação causa medo, desorganização e confusão.
Quando os conceitos de fortalecimento dos empregados e de equipes auto-dirigidas não são apresentados e implementados de forma apropriada, eles provocam medo e ansiedade em trabalhadores e gerentes. O gerentes percebem que estão sendo solicitados a abrir mão de coisas que, no passado, lhes davam sensação de realização, de legitimidade e de importância. Em muitos casos, os gerentes de nível médio estão vendo seus cargos desaparecer totalmente como resultado das equipes auto-dirigidas.
Os trabalhadores estão confusos e também desnorteados. De repente, eles passaram a ter de pensar e agir diferentemente e, em muitos aspectos, como gerentes. Eles estão tendo de desempenhar uma maior variedade de tarefas, algumas delas sem treinamento nem experiência. Qual é o meu trabalho e quem é o meu verdadeiro gestor?
São dúvidas comuns que os trabalhadores levantam. Criar uma cultura de trabalho fortalecida e implementar equipes de trabalho de alto desempenho requer que todos na empresa dêem um salto quântico em termos de valores e crenças. Quando as pessoas precisam abrir mão depressa demais de antigos valores e crenças, o resultado é que elas resistem à mudança e lutam com todas as suas forças para mantê-los. Grande parte do medo e da insatisfação profissional que encontramos hoje em dia poderia ser eliminada se as mudanças fossem implementadas de uma maneira em que as pessoas se sentissem apoiadas durante o processo e não fossem deixados de lado, os medos e desejos humanos mais básicos.
Em contrapartida, as sessões de Coaching e palestras podem nortear os seus colaboradores a terem decisões mais eficientes e transformadoras, sabendo a real importância de suas idéias e participações.
Invista nos seu profissional!

Sigamos avante!
Gratidão
Sulamita Martins
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