Você deve estar perguntando-se, o que o meu trabalho tem a ver com os jogos olímpicos, competições e o atleta olímpico.

Pois bem, tem inúmeras razões, porque na vida diária superamos, e ás vezes não superamos as situações que nos aparecem, deixando-nos com sentimentos de fracasso e derrota diante da vida.

Os nossos atletas tem seus desafios também, como diz Katia Rubio formada em jornalismo, psicologia, tem mais de 22 livros publicados e hoje é professora associada Escola de Educação Física e Esportes da USP e considerada uma das grandes especialistas do país em Olimpíadas e dedicou quase duas décadas a entender o que faz um atleta se tornar olímpico. Para isso, ela ouviu quase 2 mil esportistas e encontrou histórias encantadoras, tocantes, humanas.

Assim somos nós na nossa jornada…somos atletas na busca de uma melhor carreira profissional, auto-estima, qualidade de vida, relacionamentos saudáveis, mudança de comportamento, auto-conhecimento e descobrimento, sonhos e objetivos de si próprio.

Qual é a consequência de só olharmos para o momento da premiação?

É de achar que somos somente o que conquistamos…

Segundo Katia Rubio, é perder a referência da nossa humanidade. Não somos produto de um momento, mas de uma história de vida. A medalha coroa o esforço. Mas precisamos olhar para o que está além daquele retrato. O atleta é um ser notável, e isso independe de classe social. Por exemplo, o André Bie Gerdau Johannpeter, presidente da metalúrigica Gerdau, foi atleta olímpico ( ganhou duas medalhas de bronze no hipismo, em Atlanta, em 1996). Ele começou a trabalhar na fábrica do pai aos 14 anos. E, quando queria participar de uma competição e precisava viajar, o Jorge ( pai dele) descontava esses dias das férias do garoto. O André treinava no horário do almoço e depois do expediente. Ou seja, mesmo sendo herdeiro de uma das maiores fortunas do país, ele ralou tanto quanto qualquer atleta. O fato de você ter condições de ter um barco ou um cavalo não significa que vai se tornar um atleta de modalidades que necessitem de um cavalo ou de um barco. É preciso ter algo a mais, interno, que lhe dê condições para enfrentar um treinamento duro. É preciso enfrentar os Doze Trabalhos de Hércules.

Ou seja, é na dificuldade da jornada, no dia a dia do treinamento, que reside o espírito olímpico do atleta.

E isso não há dinheiro que compre.

Isso desenha á você que para chegar ao “podium” dos seus sonhos, você tem que ter a certeza, de onde quer estar e como, para não desanimar na caminhada  da sua evolução.

Você pode!!!

Sigamos avante!

Gratidão!

Sulamita Martins

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