As pessoas percebem que estiveram vivendo para tentar encaixar-se, torna-se membros aceitos do grupo de que fazem parte e conseguir a aprovação dos outros.

Esta constatação surte um efeito profundo porque deixa claro que elas estiveram se desvalorizando através de uma infrutífera sucessão de tentativas de conquistar aprovação, sucesso e de provar para si, convencendo os outros, de que são seres humanos realmente maravilhosos que merecem respeito.

Vemos que conseguimos obter a aprovação de alguns, que alcançamos um sucesso parcial no mundo, e que conquistamos o respeito de algumas pessoas com quem nos relacionamos ao longo do caminho.

Mas também percebemos sem sombra de dúvida, que não nos expressamos de maneira verdadeira, que não nos sentimos à vontade ou confortáveis no mundo; e, principalmente, que não consolidamos uma sensação real de satisfação e auto-realização pessoais, nem de respeito por nós mesmos.

Desse momento em diante, estamos prontos para descobrir nossa própria verdade individual e para deixar de viver segundo o que parecem ser as expectativas, os julgamentos e as cobranças dos outros.

Realmente conseguimos ver, com clareza, que estivemos como que prisioneiros dos desejos de ganhar, causar boa impressão, ter razão e sobreviver, pelo menos no que diz respeito a conservar uma sensação de segurança através da preservação do status quo.

Para muitos, o momento da verdade ocorre em algum ponto da idade madura, depois de terem tudo amplas oportunidades de experimentar os resultados na vida real, de uma maneira desinformada  de lidar com o mundo e suas relações. Mas muitas pessoas com vinte e poucos ou trinta anos estão hoje bastante conscientes de seu repertório de comportamentos está produzindo resultados que ficam muito aquém da sensação de auto-realização e de autoconhecimento.

Percebemos que todos desejos sinceros, todas as vezes em que nos propusermos  coisas, todos  “os novos começos” foram fúteis, realmente fúteis. Damos-nos conta de que nós, e muitos outros vivemos dentro de uma cela feita por nós mesmos, encarcerados pelos medos, equívocos e padrões ineficazes de comportamento. E compreendemos que enquanto essa cela não for quebrada, barra por barra, não poderemos ter uma sensação duradoura de liberdade pessoal nem confiança em nossa capacidade de criar e manter uma vida que seja uma expressão congruente de nossa própria personalidade(nossa identidade humana individual).

Recordando que a aprovação muitas vezes vem dos mais próximos como familiares e amigos.

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