Isso porque precisamos reconhecer que a alma da organização são as Pessoas que a ela pertencem. Claro! Quem faz o coração da empresa bater? Pessoas, eis a resposta! Existe segredo nisso? É novidade ? Não e não! É, meu amigo, a organização com alma é aquela que se reconhece como sendo uma entidade viva. E mais, desenvolver ou resgatar a alma do negócio significa expandir a consciência humana muito além do gerar dinheiro.

Pense em sua empresa. O QUE VOCÊ VÊ? Dê uma olhada em suas pessoas. Custos? Resistência? Oportunismo? Desânimo? Você vê pessoas que precisam ser conduzidas com rédea curta e controladas por meio de inspeção, estímulos e sanções, porque não se pode confiar nelas? Ou você vê seres humanos inteligentes, motivados, dignos de confiança?

A prioridade número 1 são as Pessoas! Por isso, a minha sugestão é que você pergunte a essas pessoas que estão dando suas vidas à organização:

  1. O que estamos fazendo por você?
  2. Você tem a oportunidade de fazer o que faz de melhor todos os dias?
  3. O que está impedindo com que você faça o melhor que pode fazer?

Sem dúvida, este é um ótimo início para identificarmos como as pessoas percebem a nossa gestão e a quantas anda a Alma do negócio. Esta alma representa, segundo Klen e Izzo, autores do livro ” O despertar da alma da empresa” uma expressão que se usa para descrever a experiência de chegar ao trabalho com o máximo de dinamismo. Ela é, acima de tudo, a experiência de alcançar um nível mais profundo de vitalidade, inspiração, significado e criatividade, tendo por objetivo levar as energias mais profundas e dinâmicas para o trabalho e não institucionalizar um determinado sistema de crença. Por isso mesmo que a senhora Laurie Beth Jones afirma que muitas pessoas acreditam, verdadeiramente, que trabalho é o amor tornando visível e desejam atuar conforme suas crenças. Na mesma direção, o senhor Larry Burkett completa este raciocínio afirmado que ” jamais houve outra época na história recente em que tamanha ênfase fosse dada à ética empresarial e ao crescimento do funcionário no mundo dos negócios.

Nash e Mclennan, autores de um dos mais importantes livros sobre a temática gestão e espiritualidade, o Igreja aos Domingos, Trabalho às Segundas, demonstram ainda quatro necessidades sentidas que formam metas relacionadas, porém distintas, na busca espiritual da pessoa de negócios, conforme podemos verificar a seguir:

  1. Consciência emergente do eu sagrado (alma)
  2. Harmonia com uma ordem superior (equilíbrio)
  3. Conexão com comunidade (comunidade sagrada)
  4. Moralidade religiosa consistente( ética cristã nos negócios)

A conclusão até aqui é que a Espiritualidade no trabalho tem implicações diretas na relação da empresa com os clientes, visão de resultados, liderança, gerenciamento de pessoas, ecologia, educação, desenvolvimento e bem-estar físico, emocional e espiritual. E cultivando a Espiritualidade, no local de trabalho, reforça e reconhece os valores de uma companhia, e isso se incorpora à cultura organizacional, passando uma mensagem incrivelmente poderosa e envolvente: é assim que precisamos fazer! Com isso se encorajam ações de transformação pessoal em seus relacionamentos e em seu ambiente.

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