Estamos sempre buscando recompensas, que podem aparecer em forma de bens materiais, prazeres sensoriais, afeto ou sentimentos de profunda autorrealização e evitando punições.

Na prática pessoas motivadas procuram se superar e buscar melhores resultados, são mais entusiasmadas, responsáveis, comprometidas e, principalmente mais felizes e realizadas.

O problema é que nem sempre nosso empenho está alinhado com os resultados obtidos. Novas pesquisas indicam a importância de rever o que queremos e, eventualmente, corrigir rotas.

O que nos faz trabalhar, estudar, viajar, tomar banho, fazer ginástica, correr riscos, iniciar e manter relacionamentos? Resolvidas as necessidades básicas, o que nos move mesmo é uma exigência interna de autonomia, conhecimento, envolvimento e dinamismo. Fácil?! Nem tanto.

Alguns estudiosos veem a maior fonte da motivação humana na ampliação das próprias competências e falam de dois sistemas de razões antagônicas que se formaram ao longo da evolução: curiosidade e medo,ambos repletos tanto de oportunidades quanto de riscos.

Especialistas chegam a argumentar que a motivação é aquilo que move a ação pode ser até mais importante e decisiva para o sucesso do que o talento. Mas, afinal de onde vem esse ânimo de direcionar energia (um misto de empenho de tempo, capacidade intelectual e afetiva em direção a um objetivo?

A autonomia é um dos elementos. Os pesquisadores trabalham com grupos de estudantes, atletas e funcionários e descobriram que a percepção de autonomia prediz a energia com a qual os indivíduos perseguem uma meta.

O outro elemento, é o valor que normalmente permanecemos fiéis as nossas crenças.

A outra grande descoberta é a competência do que gostamos do que fazemos ou fazemos o que gostamos? Tudo indica que, à medida que dedicamos mais tempo a uma atividade, percebemos que nossas habilidades melhoram nessa área e adquirimos senso de competência.

Não podemos ter uma ótima vida sem o sentimento de que fazemos parte de algo maior do que nós mesmos. Talvez seja esse o propósito da nossa motivação. Além de atender às nossas necessidades biológicas de sobrevivência, de sermos recompensados por aquilo que fazemos bem feito e realizar com autonomia algo que importa, precisamos ter a sensação de que o que queremos e do que gostamos tem um significado.

Ganhar dinheiro? Assistir a séries? Viajar? Receber elogios? Ter um corpo considerado bonito segundo os padrões de beleza vigentes? Tudo isso é ótimo. Mas se empenhar continuamente em conseguir o que deseja pode ser muito mais gratificante. Principalmente se o objetivo não for obter apenas satisfação pessoal, mas encontrar um objetivo maior para motivar suas ações.

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