Na verdade nós vivemos a realidade que nosso cérebro cria a partir de percepções do mundo exterior. A riqueza do mundo exterior é extremamente vasta para que possa ter sentido para o nosso sistema nervoso.
À partir das informações colhidas no mundo externo pelos nossos órgãos dos sentidos, ” filtramos” um grande número de informações, simplificando e depois trabalhando com aquelas que são interessantes segundo nossas crenças, valores, pressuposições, entre outros fatores.
Ou seja, vivemos nossa própria realidade!
Uma boa analogia é feita com território e o seu respectivo mapa. Por mais detalhado que seja o mapa, ele não é o território. Para a construção do mapa sempre se dará maior relevância a uma determinada informação ( ex.: vegetação em detrimento do relevo ou bacias hidrográficas).
O corpo humano com certeza é visto de modo diferente por um médico, um artista plástico e um fisioculturista. Ou seja, o mesmo mundo externo é visto e entendido diferentemente por três sistemas nervosos distintos sendo que a atividade profissional agiu como filtro. Nossas crenças, valores, profissão, cultura, interesses, memórias, experiências anteriores, etc, agem como filtros das experiências que extraímos do mundo exterior.
E quais os mecanismos que o cérebro utiliza para construção dos mapas?
Parte da informação do mundo externo é simplesmente omitida. Por exemplo: ao descrevermos uma árvore podemos salientar seu tamanho, cor, flores, ou não, e omitir toda curvatura de seus galhos ou número deles, etc.
A partir de uma experiência conhecida generalizamos para as próximas. É o que permite saber que ao girarmos a válvula de uma torneira sairá água. Se não fosse assim cada vez que você visse uma torneira teria que estudá-la para saber como ela funciona. Voc~e se lembra da primeira vez que esteve frente a uma torneira de sensor eletrônico? Por acaso você ficou procurando a válvula?
É o que nos dá capacidade de criatividade. Você pode imaginar como seria se você tivesse duas asas e pudesse voar entre as nuvens?
É sofrendo a intervenção desses mecanismos e filtros que montamos nossa representação interna( nosso mapa) a respeito do mundo. Não existe um mapa melhor ou pior. A pergunta aqui seria; melhor em relação a que? Existe um mapa mais rico em opções, portanto mais flexível frente a uma situação externa.
Sendo assim, teremos como elemento controlador de uma situação, o elemento mais flexível.
Quanto maior o número de comportamentos possíveis maior a chance de sucesso.
Ter um caminho só para atingir seu destino pode ser perigoso. Portanto que tal mais flexibilidade?
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